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quinta-feira, 31 de julho de 2014

REPRODUÇÃO, ENVELHECIMENTO E CASAMENTO CELIBATÁRIO.

Por Nicéas Romeo Zanchett
                   O casamento celibatário é aquele onde o casal, mesmo sentindo amor e atração, já não sente mais necessidade de sexo. 
                    Freud sempre considerou o homem como um animal sexual. Em seus livros, ele prega que o sexo é vital e que ninguém pode sobreviver sem ele. É evidente que essa afirmação é exagerada, pois o número de casais que vivem felizes e sem sexo é muito grande. 
                    Do ponto de vista biológico, o casamento é uma necessidade para a reprodução da espécie. (Quando falo a palavra "casamento" estou me referindo à vida conjugal de um casal). Por outro lado a reprodução sexual trouxe consigo a necessidade evolutiva da morte. É a clássica renovação que se dá para que o idoso ceda seu lugar a um jovem com capacidade para reproduzir. Sem considerar as implicações metafísicas ou religiosas do tema, há clara visão das razões naturais da morte e a necessidade para unir os sexos e garantir a continuidade da espécie. 
                   Os seres unicelulares - não sexuados - que povoaram os mares primitivos da Terra não tinham necessidade de morrer. Morriam apenas por razões acidentais, como mudanças nas condições ambientais e falta de alimentação. Os parentes mais próximos desse seres, que ainda hoje sobrevivem são as bactérias que, de certa forma, são virtualmente imortais, uma vez que nunca envelhecem. Já as células humanas cultivadas em laboratório não apresentam a mesma vitalidade. Reproduzem-se algumas vezes e depois morrem.  A diferença está no fato de que a bactéria é sua própria célula reprodutiva. Ela não precisa de sexo para passar seu DNA às próximas gerações; basta realizar uma divisão celular para produzir outra bactéria, exatamente idêntica a ela.
                   Entretanto os seres pluricelulares, que se reproduzem por meio do sexo como os humanos, são um tanto mais complicados. Seus corpos são constituídos de trilhões de células, com especificações distintas, que compõem diferentes tecidos e órgãos. Toda essa complicada máquina está a serviço de umas poucas células especiais chamadas germinativas - os óvulos e espermatozoides - que quando conjugadas produzem uma nova vida, garantindo que o DNA seja transmitido adiante. 
                   Na medida em que envelhecemos, a manutenção do corpo saudável torna-se cara, biologicamente falando. As células reprodutivas já cumpriram, ou pelo menos tiveram a chance de cumprir, sua missão e não há mais sentido em se conservar e deixar de se renovar. As células velhas acabam morrendo, em um processo chamado "apoptose" - morte programada -, uma espécie de suicídio celular.  Aos poucos o corpo como um todo vai envelhecendo e também morre. 
                    Do ponto de vista afetivo tudo é mais fácil  de entender. Ao envelhecermos os hormônios reprodutivos tendem a se acalmar. Há uma quietude natural que desvia as atenções para outros prazeres da vida. Tomemos como exemplo a mulher; o envelhecimento produz uma diminuição gradual da resposta sexual, embora mulheres em idade avançada sejam capazes de ter orgasmos. Pouco antes da menopausa começa a lenta redução dos níveis de estrógeno, afinando os tecidos da vulva - que demora mais a ficar lubrificada para a penetração. Daí a importância fundamental das preliminares, sem pressa, para aquelas que querem manter uma ida sexual ativa. Ao parar de menstruar, o nível de testosterona, hormônio responsável pelo desejo, se reduz em cerca de dois terços. O amor, antes forjado pelo intenso desejo, agora se torna fraternal, mas muito mais intenso. Nessas condições os parceiros podem tornarem-se celibatários e continuarem juntos e muito felizes. Há, no entanto, uma certa dificuldade quando um dos parceiros continua tendo desejo que não é satisfeito. Nesse caso, mesmo havendo forte amor fraternal, se torna difícil manter-se sexualmente desativado. A melhor solução é buscar alguém para parceria sexual, que pode ser de comum acordo entre os envolvidos. Uma parceira sexual é mais segura do que sair por aí buscando aventuras inconsequentes - os chamados "programas" -, correndo riscos por contaminações de DST.  
                   Quando somos jovens nossos pensamentos estão sempre ocupados com a sexualidade. É natural porque estamos na fase reprodutiva. Nesse período da vida, um casamento de muito tédio e pouco sexo, transforma o leito conjugal num templo de monotonia. 
                    Pesquisas recentes, apontam o sexo - heterossexual ou homossexual - como a área de maior atrito entre os casais. Mais de 90% das separações acontece porque não há mais entendimento na cama. As mulheres culpam os homens de as tratarem como objetos e esses se queixam da frieza de suas parceiras. Quando um casal - não interessa se homo ou heterossexual - tem relações, o que acontece na maioria das vezes é que cada um se preocupa com seu prazer sem pensar no parceiro.  No fundo cada um considera que o outro lhe pertence. Trata aquela pessoa como se fosse sua propriedade e não quer dividi-la com ninguém. Isso gera ciúme, irritação e brigas, muitas vezes extremamente violentas. Como resultado, a separação é inevitável.  
                   Depois do evento da pílula anticoncepcional, o sexo liberou os instintos individuais e passou a ser mais uma forma de lazer. Essa forma se transformou numa grande indústria sexual que envolve bilhões de dólares em todo o mundo. Com isso, as DST ganharam terreno e hoje matam milhares de pessoas pelo mundo afora. 
                    Todos envelhecemos e, portanto, todos seremos inevitavelmente celibatários. Alguns mais cedo outros mais tarde. O foco das prioridades muda radicalmente e o sexo, que antes era prioridade, entra para as estatísticas, como um prazer eventual e muito mais movido pelo amor fraternal do que pelo sexual. O grande problema surge quando um dos parceiros continua sexualmente ativo e o outro não. É muito comum que o não ativo tente, por amor fraternal, satisfazer seu parceiro, mas este poderá não aceitar, considerando que isso é um favor, uma espécie de violência contra o outro. 
                     O importante, para ser feliz, é saber aproveitar cada fase da vida. Manter a vitalidade até o final significa estar disposto e reavaliar constantemente seu modo de pensar sobre as coisas que fazem parte do seu dia-a-dia. E isto começa, por exemplo, desde o perfume e o sabonete que cada uma gosta de usar. Implica em permanecer aberto a novas experiências, enfrentar novos desafios, preocupar-se mais em apender do que em estar certo. Não importa se você está com 20, 50 ou 80 anos, a chave para pensar a vida está na flexibilidade. Manter-se envolvido e entusiasmado, em vez de deixar ser levado monotonamente ao sabor da correnteza; o caminho mais curto para embotar o cérebro é sepultar-se noite e dia em frente da TV, como se estivesse ali à espera da morte. O que nos mantém jovens e atraentes, à medida em que vamos ficando mais velhos, são os nossos interesses - ler, escrever, cozinhar, jantar fora, ir ao cinema ou teatro, viajar, cuidar de plantas e animais, ficar às voltas com as crianças e qualquer outra atividade de que se goste.  O ideal é encontrar alguém com quem possa dividir momentos felizes. 
                  Até recentemente os cientistas acreditavam que as células do cérebro, ao contrário das outras do corpo, perdiam capacidade de se regenerar - e milhares eram perdidas todos os dias. Isto significa que o cérebro, como o corpo, iria perdendo a eficiência com a idade. Estudos recentes, realizados por especialistas em envelhecimento, provaram que as células do cérebro e os neurônios podem regenerar-se sim. Cérebros continuamente expostos a um ambiente rico em estímulos - companhia inteligente, novos desafios, novas idéias - tem um desempenho melhor até do que cérebros jovens. Mantendo-nos ativos e pensantes, podemos conseguir que nossos cérebros continuem brilhantes e jovens até o último dia de nossas vidas. 
                Por tudo isso, vamos viver, amar, renovar, curtir a vida e não nos preocuparmos com o futuro da vida, cuja distância não conhecemos. 
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Nicéas Romeo Zanchett 



segunda-feira, 28 de julho de 2014

A IMPOTÊNCIA SEXUAL E OS AFRODISÍACOS

Por Nicéas Romeo Zanchett 

                   Desde que o homem surgiu na terra foi vítima da impotência sexual. E, justamente para fugir à doença, ele procurou  nos vegetais, simples e compostos, condimentos e substâncias estimulantes, um paliativo para o mal de origem orgânica. Para aumentar a potência sexual, inventou-se toda uma farmacopeia natural de beberragem e receitas infalíveis que, segundo imaginavam, seriam capazes de garantir a ereção.  A ciência hoje prova - e os homens sabem disso desde sempre - que tais soluções milagrosas só funcionam psicologicamente, ou seja, para disfunção de ereção com origem emocional.  A pimenta, por exemplo, só serve mesmo para abrasar a mucosa da boca, esquentar o trato digestivo e inflamar as hemorroidas. Para quem não sofre de nenhuma disfunção, especiarias como canela, cravo, ginseng, catuaba, etc., podem no máximo dar suporte psicológico à libido e enrijecer os preparativos da festa dos sentidos. 
                   A verdade é que a manutenção da ereção depende diretamente de uma boa saúde. E ai entra o fluxo sanguíneo que depende de um bom coração e de veias desobstruídas que conduzem o sangue bombeado até o pênis, pois ele só fica ereto quando está cheio de sangue. Por outro lado, uma boa saúde depende de uma saudável alimentação, descanso em noites bem dormidas, ar puro para oxigenar o sangue e por aí vai. No corre corre da vida moderna, o problema se agrava porque o homem passa seus dias correndo atrás de dinheiro e não reserva tempo para as práticas que são saudáveis para o corpo e, como consequência a saúde fica precária. O vício alimentar é um dos maiores males da humanidade na maior parte do mundo. 
                   As últimas novidades da medicina como o famoso "viagra" que  não resolve o problema da impotência e sim apenas da ereção atuando diretamente no fluxo sanguíneo. 
                   Uma disfunção erétil pode ser o alerta que você está precisando para procurar ajuda de um médico. Muitos homens foram salvos da morte por ter tido este problema e buscado a ajuda de um cardiologista. Se não fosse a disfunção erétil, provavelmente teriam um AVC ou até infarto fulminante. 
                   A ereção depende diretamente do desejo, da libido e por essa razão, além de boa saúde, a mulher é o melhor afrodisíaco. 
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Nicéas Romeo Zanchett 

domingo, 27 de julho de 2014

HOMOSSEXUALISMO E ESPIRITUALIDADE-

Palestra com Laércio Fonseca


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Nicéas Romeo Zanchett

CASAMENTOS ABERTOS

Por Nicéas Romeo Zanchett 
                      O casamento aberto é fundamentado na ideia de que um homem e uma mulher, mesmo casados, podem ir para a cama com quem quiser. Este tipo de relacionamento exige uma boa dose de segurança, aventura e atração pelo imprevisível. 
                      Muitos homens se excitam somente com a ideia de sua esposa ser possuída por outro, mas se existe amor é sempre muito arriscado para as duas partes. É um jogo muito perigoso e quando um dos dois parceiros está apaixonado se torna impossível. 
                       Durante as décadas de 1960 e 1970, na Inglaterra, Estados Unidos e em outros países do primeiro mundo, esta prática era muito comum. Como resultado houve grande aumento no numero de divórcios. As principais rasões foram o ciúme e o despertar da paixão por um novo parceiro ou parceira. 
                       O ciúme nada mais é do que inveja. Muitos homens sentem ciúme da pessoa amada porque para amá-la necessitam que seja possuída por outro. São pessoas cujo erotismo só se alimenta do ciúme. Imaginar sua parceira nos braços de outra pessoa os faz sofrer, mas, ao mesmo tempo, aumenta seu desejo e prazer. 
                       Na mulher o ciúme está ligado ao desejo do seu homem. Quando ela intui, pelos gestos, pelo calor do abraço, pela intensidade do ato erótico, que o desejo do seu parceiro não é mais o mesmo, começa, em silêncio, ser ciumenta. No íntimo, ela imagina que seu homem tenha desejo erótico constante, imutável e isto não existe. Ao sentir que este desejo diminui, então, instintivamente, pensa que ele se dirigiu para outra. Nesse momento ela se sente em perigo e é tomada pelo pânico. Pensa logo em reverter a situação, sendo capaz de lutar com verdadeira selvageria. Fica disposta a tudo, solta os freios do seu erotismo e, sem pudor, renuncia até mesmo sua dignidade. Tudo a fim de recuperar integralmente seu parceiro. 
                     Existem pessoas que coexistem com o ciúme. São ciumentas e sofrem muito, mas conseguem suportar o sofrimento. Brigam, lamentam-se, porém o interesse pelo seu objeto de amor permanece intacto.  Outras não suportam o ciúme de maneira alguma e quando são atingidas por ele pensam logo em abandonar quem as está fazendo sofrer, e o fazem com a mais absoluta determinação.
                    Não importa quão civilizado alguém possa se considerar, deixando que seu parceiro faça sexo com outra pessoa, é provável que chegue a hora em que se ressentirá por isso.
                    No caso dos maridos, o "ciúme no casamento aberto" com frequência toma a forma tradicional masculina de inveja do outro homem. Geralmente não tem coragem de perguntar à companheira e fica imaginando um amontoado de coisas resultantes de seus fantasmas secretos. As perguntas sem resposta que sempre povoam seu imaginário, em sua maioria, são relacionadas aos atributos físicos do outro, entre eles o tamanho do pênis que, de modo geral, é uma obsessão masculina. Quando a resposta imaginada é desfavorável a qualquer uma das perguntas, um fantasma se instala no cérebro e pode levá-lo ao desespero. 
                    A maioria dos casais que se propõem a um casamento aberto se esquece de que há a possibilidade de um dos dois se apaixonar por outra pessoa. É muito mais fácil nos apaixonarmos por alguém com quem fizemos sexo, principalmente quando foi bom. 
                    Especialmente para as mulheres, a relação sexual costuma exercer forte efeito de "ligação" em um relacionamento. É uma questão ancestral e uma forma que a natureza tem para mantê-la ligada a um parceiro. 
                    Muitos casais liberais buscam resolver seus problemas sexuais com a troca de parceiros. Costuma-se dizer "troca de esposas", mas o termo está errado porque há também a "troca de maridos". Embora este seja um dos assuntos mais comuns na fantasia de homens e mulheres, bem poucas mulheres aceitam realmente este tipo de relacionamento. É preciso ter em mente que esta troca envolve grande risco emocional que pode por fim ao relacionamento. 
Até mesmo dentro dos "swings" existe um ranço de machismo. Pode-se observar  que as mulheres são objetos de negociação na troca de casais. Os maridos discutem, antes do ato, até onde cada um pode chegar; é muito comum que não se permita, por exemplo, o beijo na boca. Isto nos leva a concluir que é realmente o homem quem define as regras e o encontro, geralmente baseado na foto que recebeu. A outra conclusão que esta atitude machista nos leva é de que o corpo do homem não tem a menor importância para a mulher que vai transar com ele, o que, evidentemente, não é verdade.    
                    O sexo a três é talvez a mais comum das fantasias masculinas. Mas na pratica,um homem com duas mulheres está sempre em desvantagem. Não é nada fácil para ele satisfazer as duas ao mesmo tempo. Muitos tem grande dificuldade em satisfazer apenas uma, imaginem duas. Quando as mulheres tem tendências lésbicas ou bissexuais, que é mais comum do que se imagina, fica tudo mais fácil para elas, mas surge o ciúme no homem se elas demonstram mais interesse entre si e deixam de lado o parceiro que acaba virando apenas um espectador. 
                    Quando se fala em sexo a três é bom lembrar que existem mulheres que tem a fantasia de serem possuídas por dois homens ao mesmo tempo. É a chamada dupla penetração que na prática é possível, mas a maioria delas acaba não gostando. Além disso, depois do ato, fica o arrependimento habitando a memória, e isto não é nada psicologicamente saudável. 
                    Para concluir poemos ver que o mundo erótico do ser humano é muito complexo e que cada um busca realizar suas fantasias à sua maneira. Por essa razão é difícil haver uma perfeita coincidência entre os interesses e desejos de cada um dos parceiros. Muitos re arriscam, aceitam e até fingem sentir prazer apenas para agradar à pessoa amada. Mas é bem provável que as lembranças o atormentarão por muito tempo. Portanto, muito cuidado. Com amor e sexo não se brinca. 
Nicéas Romeo Zanchett 

sábado, 26 de julho de 2014

A MULHER SENSUAL E SEXUAL

Por Nicéas Romeo Zanchett 
                   No íntimo de cada mulher existe uma poderosa sedutora pronta para atacar. Só precisa deixar vir à tona o poder de atração que existe e está lá esperando por sua decisão. 
                   Você é a mulher que seu parceiro escolheu para completar sua vida; ele vai ficar de joelhos se souber seduzi-lo.
                   Não se pode negar que existem mulheres que, por não gostarem de sexo, não são nada sensuais, e geralmente são desinteressantes. Mas existem outros dois tipos de mulheres: as que são bonitas e fazem o gênero desesperado para atrair as atenções e parecerem mais sensuais do que realmente são e as que são sensuais pela própria natureza e atraem naturalmente, sem esforço, todas as atenções.  É por essas últimas que os homens e mulheres são instintivamente atraídos. Mas ser sensual depende muito de como a mulher trata de sua sexualidade.
                   É interessante observar que as mulheres realmente sensuais nem sempre são bonitas. Podem ser mulheres comuns e com muitos detalhes fora dos padrões universais de beleza, mas atraem e cativam de tal forma que os "defeitos" nem são percebidos. 
                   O principal detalhe de uma mulher sensual é que gosta muito de sexo e isto faz dela um ser especial e sexual que todos desejam. 
                    A mulher sensual deseja e inspira desejo porque não nega os próprios instintos. Foi virtualmente concebida para manter a sexualidade em alta. 
                    São muitas as mulheres que vão ao consultório se queixar por não terem desejo. Na verdade, o problema é que não querem fazer sexo - pelo menos não o querem com muita frequência. Isto não se constitui um problema desde que ela e seu parceiro  estejam satisfeitos. Mas mesmo assim pode aumentar a sua sensualidade. O primeiro passo é se convencer de que é sensual e sexy. Sexo não é uma parte isolada da vida e sim parte integrante dela. Afinal, a existência da vida depende do sexo.
                    As mulheres que tem orgasmo com facilidade, geralmente chegam "aquecidas" na cama. São aquelas capazes de se excitar mentalmente, mesmo antes de serem tocadas pelo parceiro ou parceira. Para isso é preciso levar uma vida mais sensual, deixando o cérebro sentir os prazeres que as fantasias sexuais podem proporcionar. É importante dedicar certo tempo do dia-a-dia para mergulhar em devaneios sexuais e despertar a libido. Para isso qualquer coisa que inspire pensamentos picantes resolve. Cada ser humano tem suas próprias preferências; podem ser filmes, livros eróticos, masturbação e até revistas pornográficas. 
                   Cada mulher tem sua própria maneira de sentir-se sexy. Pode ser usando algumas gotas de perfume entre os seios; uma pequena tatuagem escondida;  uma calcinha diferente por baixo da bem comportada roupa de trabalho; ninguém está está vendo sua calcinha, mas seu cérebro lembra perfeitamente dela e assim se sentirá mais sexy. Algumas respeitosas mulheres gostam de usar vestido sem calcinha. O importante é fazer o lado imaginativo do cérebro provocar o instinto natural que todas tem. 
                   Muitas mulheres gostam de associar luxo com luxúria. Para elas, um bom vinho em taças de cristal, flores exóticas, uma banheira de espuma com pétalas de rosas, um jantar à luz de velas etc. A fantasia íntima de cada uma é quem dita a sexualidade e a sensualidade. 
                   Algumas mulheres, quando estão sem parceiro sexual, podem até sentir medo de serem sensuais. Medo de atrair a pessoa errada e se dar mal. Não contesto suas razões; talvez, o homem capaz de satisfazer seus sonhos eróticos não seja fácil de encontrar e, por isso, não querem correr riscos. Outras tem medo de "soltar" sua sexualidade e serem usadas como um objeto. A razão de cada uma é de "foro íntimo". 
                   Mas tudo na vida tem limites. Não se pode sofrer com perigos imaginários. Sentir-se mais sensual não vai transformar uma mulher em sexo-maníaca. O que de fato acontecerá é que passará a lidar melhor com seu corpo, sua sexualidade e com ela mesma. Portanto, mesmo estando ou não envolvida sexualmente com alguém, não deve deixar de ser sexy. Toda a mulher que projeta uma imagem de saudável sensualidade é mais atraente. Lembre-se sempre disso. 
                   A mulher sensual e sexual vive naturalmente disposta. Sexo não é coisa que se deixa de fazer por estar ocupada. Se gosta realmente, sempre encontrará um tempo para este prazer. Quem diz que não tem tempo para o sexo, está dizendo que não tem tempo para a vida.
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Nicéas Romeo Zanchett 
                    

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A ÉTICA SEXUAL - Por Nicéas Romeo Zanchett



                    Cada indivíduo tem, conscientemente ou não, um determinado código de ética que norteia seu comportamento. Este código tem como âncora a própria consciência. 
                    Quando uma mulher concorda em ir para a cama com alguém é porque está confiando neste seu novo parceiro. Ela está dando o que possui de mais precioso - o seu corpo - para sentir e proporcionar prazer. A intimidade de uma mulher é algo muito especial e seus hábitos sexuais íntimos traduzem um tipo de informação estritamente particular. A sua reputação é muito importante e ninguém tem o direito de destruí-la ou afetá-la propalando imaturamente suas intimidades em conversas com amigos. Na verdade ninguém deve dar muita crença às histórias de sujeitos que falam suas proezas aos quatro ventos, pois o indivíduo que conta muita vantagem, geralmente é um mentiroso. Quem realmente faz não conta nada. O homem que sabe respeitar as mulheres tem maiores possibilidades de ser bem sucedido com elas. 
                   Embora as mulheres gostem de sexo tanto quanto os homens, existe uma  diferença marcante entre os dois: a mulher pode ficar grávida e o homem não. Talvez por essa razão os homens tenham a tendência de encarar os assuntos sexuais de modo mais despreocupado.
                   Se, a despeito de todos os esforços mútuos para evitar a concepção, ela ficar grávida a responsabilidade é dos dois. Às vezes, no auge do entusiasmo, deixa-se de lado as precauções e os resultados podem ser desastrosos. A gravidez não desejada e não compartilhada em responsabilidades pelos dois é uma tortura para a mulher. Para os casados, o filho não desejado pode ser um peso capaz de gerar ressentimentos, de destruir uma união ou uma carreira profissional. Para os solteiros a situação é ainda mais angustiante, a menos que o indivíduo seja um irresponsável e deixe tudo por conta da mulher. Não se trata apenas de ética, mas de responsabilidade moral e financeira. 
                   É muito comum ver um homem acompanhado paquerando outras mulheres. Não se trata simplesmente de menosprezar a parceira que o acompanha, mas é também uma situação ridícula. É uma atitude que deixa transparecer um pobre garotão querendo afirmar-se sexualmente diante dos outros. 
                   Existem homens que gostam de viver perigosamente e apenas o temor de serem descobertos é que os excita. Paquerar as mulheres casadas pode ser a melhor forma de viver este lado emocional. Neste caso o lado ético é mais complicado e mais ambíguo. Principalmente para o indivíduo solteiro com toda a liberdade e tempo disponível. É lamentável, mas muitos homens solteiros só sentem prazer seduzindo mulheres casadas. Muitas  dessas mulheres estão apenas procurando um pouco de afeição e de excitação e acabam tendo a vida emocional destruída por um irresponsável. Esses indivíduos não merecem o menor apreço, pois saem por aí destruindo, inconsequentemente, casamentos após casamentos. Há uma multidão de garotas adoráveis e carentes por aí. Elas tem muitas vantagens que devem ser consideradas. Podem dormir fora, sair para fins de semana e até arrumar seu apartamento que geralmente é uma "bagunça"; então não faça algo que possa ferir o sentimento da mulher que confiou em você. 
                   Não que eu queira aplaudir, mas o homem casado que paquera mulher casada tem mais chance de encontrar um lado agradável no romance. Pode ser uma situação mais conveniente para ambos, que inclusive podem queixar-se mutuamente de seus problemas domésticos. Naturalmente que os desejos de uma mulher casada devem ser levados em conta. Se ela realmente lhe quer e você está disposto a ser um adúltero, pelo menos que seja com espírito prático. Entretanto, nunca misture sentimentos familiares e tenha sempre em mente a facilidade com que os casamentos podem ser terminados.  As pessoas mudam de sentimento em relação ao outro e muitas vezes o amor murcha dentro do casamento para florescer fora dele. Hoje muitos casais estão considerando a "infidelidade" como coisa comum, uma forma de provocar variedade sexual dentro do casamento. É muito natural e até comum que, diante de dificuldades na vida sexual do casal, um ou até os dois tenham "parceiro sexual" fora do casamento e, muitas vezes isso é feito de forma consensual.  Diante de tantas doenças sexualmente transmissíveis - DST, rondando por aí, é o melhor e mais seguro caminho. Não há como negar esta realidade, mas tudo deve ser limitado pela ética que cada um tem que ter. Quando uma mulher casada se dispõe à infidelidade é porque está em busca de algo que seu marido não lhe dá mais - excitação, romance, aventura; o mesmo acontece com o homem casado. Mas é preciso que seja tratada apenas como uma mulher ou uma amante e nunca como uma segunda esposa. Enfim, se é desejo dos dois, façam tudo sem ferir os outros. Isto também é ética.
                  Uma amizade é motivo suficiente para desencorajar alguém de perseguir a mulher ou a namoradinha de outro. No mínimo, o caso será difícil de manter em segredo. Além disso poderá destruir uma bela amizade e deixar um saldo de ressentimentos, suspeitas e falatórios. 
                  As razões para ficar longe da mulher de um cliente são mais sutis. Se o indivíduo que tem relações com sua empresa descobre que você está transando com a sua mulher, há um risco dele destruir sua reputação profissional por pura vingança. Pior ainda é quando os envolvidos trabalham na mesma empresa. Fica muito difícil esconder o caso, e o pobre marido acaba constantemente surpreendendo embaraçosos comentários a respeito de sua mulher. Portanto, além de ser ético é importante ter muito cuidado.
                   "Eu te amo" é uma frase que traduz um sentimento muito profundo. Não é necessário mentir para alguém a fim de ter sucesso na conquista. Em nossos dias, a sociedade é muito mais livre e tudo deve ser feito com sinceridade.
                    Certamente a mulher desejada também deseja ser amada. Se ela estiver um pouco hesitante deve-se ter paciência e persistência, mas nunca tentar conquistá-la com insinceras palavras de amor. Todos nós desejamos amor, e as mulheres são particularmente vulneráveis à expressão "eu te amo". É uma imperdoável falta de ética mentir apenas para levá-la à cama. 

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Nicéas Romeo Zanchett 

LEIA TAMBÉM >> AMOR E SEXO
                   

AMOR SEM SEXO e SEXO SEM PRAZER

Por Nicéas Romeo Zanchett
                   Fazer sexo com amor é maravilhoso. Mas há pessoas que fazem sexo sem amor e outras que amam sem sexo. 
                   No começo do relacionamento o fascínio da paixão encobre as dificuldades que os parceiros eventualmente têm para gozar. Mais tarde, porém, o problema se evidencia e aos poucos o casal vai espaçando seus encontros sexuais até chegarem à abstinência total. No entanto, isto nem sempre acontece com os dois parceiros. Quando um deles continua interessado em praticar sexo pode acontecer que o outro apenas o faça para satisfazê-lo. 
                   Muitos casais confundem o desinteresse pelo sexo com frigidez. Na maioria das vezes a mulher ama seu parceiro, mas não sente prazer com o sexo que praticam. Ela sabe que não é frígida, pois sempre teve bons orgasmos e agora só faz sexo com ele por amor. Este é um evidente caso de inabilidade do homem que está totalmente despreocupado com o prazer da sua mulher. É um egoísmo inaceitável que acaba afastando o casal. 
                   Não são poucos os homens que tendem  orientar o ato sexual segundo suas necessidades, deixando as mulheres excluídas do prazer. Este sintoma é sério e tende a se agravar se não forem tomadas as medidas necessárias. Muitas mulheres se adaptam a essa situação , mas algumas ficam muito carentes, cheias de desejo e vulneráveis. Quando isto acontece, tanto o amor como o próprio relacionamento do casal está em perigo. 

                  O gozo feminino é um dos maiores mistérios humanos. Trata-se de uma questão sigilosa, sobre a qual as mulheres se calam ou mentem. O habitual é que elas ocultem seus verdadeiros desejos dos homens. 
                  No início do romance os homens se mostram sensíveis e com real desejo de agradar a parceira. Com o passar do tempo, para muitos, o sexo em casa se torna uma prática maneira que serve apenas para aliviar suas tensões do dia-a-dia. Na hora de fazer amor são egoístas, brutos e rápidos. Seu objetivo é apenas gozar e relaxar. A mulher vira um objeto sexual, cujos sentimentos não lhe interessam. 
                   Na maioria das vezes o homem tem consciência de que não está permitindo que sua parceira atinja o orgasmo. Mas prefere se omitir porque se acha incompetente para solucionar o problema. Se ele conversar a respeito, vai perceber que os problemas sexuais são simples de resolver. Fica tudo complicado quando, por machismo ou ignorância, ele nega o fato e a solução é sempre adiada. É preciso convencê-lo a abandonar a vaidade e a arrogância e tratar a questão com honestidade. Não há nenhum motivo para que ele sinta vergonha ou humilhação por não satisfazer a parceira. Ignorar a situação faz com que uma simples dificuldade transitória se torne um problema crônico ou até definitivo. 
                  Uma falha na mecânica do ato sexual não é algo grave. A maioria das pessoas passa por alguma dificuldade em relação ao gozo mútuo. Para que ambos possam usufruir do sexo com prazer basta um pouco de sinceridade dizendo, por exemplo, qual é a sua posição sexual preferida. Assim os dois poderão caminhar em direção ao que mais lhes agrada. Se continuar tudo como está, é certo que, principalmente a mulher, não terá acesso ao prazer e não é nada justo passar o resto da vida sem sexo ou com sexo pela metade - sem prazer - apenas por amor ao parceiro. 
                 Os homens precisam saber que as emoções femininas são como uma plantinha sensível que precisa ser constantemente irrigada. Passado algum tempo sem irrigação ela poderá murchar e até secar. 
                  Muitas mulheres se queixam de que, no início da relação, tinham orgasmos intensos e que hoje só o conseguem raramente; que antes faziam amor em diversas posições e que hoje até as carícias e preliminares são quase inexistentes. Ora, as respostas estão nas próprias perguntas. Por que não voltar a inovar como faziam nos bons tempos? 

                   Mesmo um homem bruto e insensível, se observar atentamente, perceberá que o corpo da sua amada está repleto de demandas por carícias, seus lábios guardam uma enorme quantidade de beijos e seu sexo está sedento de prazer. Se nada fizer, o tempo se encarregará de torná-la uma espécie de deserto árido e sem vida, ou então ela irá buscar fora de casa o prazer que lhe está sendo negado.
                  Sexo é um termômetro que mede o amor entre dois parceiros. Quanto maior o entrosamento, mais prazerosa será a relação. 
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Nicéas Romeo Zanchett 
LEIA TAMBÉM >> AMOR E SEXO - VOLUME 1



quarta-feira, 23 de julho de 2014

O DIÁLOGO NAS RELAÇÕES SEXUAIS

Por Nicéas Romeo Zanchett 

                 A sexualidade de um casal é parte fundamental do relacionamento. Para que a vida conjugal seja completa e satisfatória em todos os aspectos é necessário que haja perfeito entendimento entre os parceiros. O amor sexual sobre bases lúcidas de compreensão  e equilíbrio é garantia de prazer e plena satisfação para ambos. 
                Muitos casais tem profundos desajustes provocados por formas agressivas e até neuróticas de manifestar desejo de união física e espiritual. Existem casais que costumam travar violentas discussões antes de realizar o ato sexual. É a forma que usam para descarregar suas fortes emoções. Após a discussão, sentem-se mais próximos e tranquilos para manter a relação íntima.  Por mais estranhas e destrutivas que possam parecer estes atritos, o certo é que sem eles esses casais não conseguem realizar satisfatoriamente o coito. Para essas pessoas a discussão é uma forma rápida de descarregar sentimentos emocionais que são indispensáveis para permitir a aproximação física. A ideia de intimidade sexual está diretamente relacionada com o sentimento de irritação que as discussões provocam. Eles precisam deste perigoso clima emocional para conseguir expandirem-se, fugindo das suas inibições e excitando-se convenientemente para o ato amoroso. Por motivos óbvios, esses parceiros reduzem muito a frequência nas suas relações e isto é um fator  que traz prejuízos para a vida conjugal. São casais que costumam ser muito fiéis, desejando ter relações apenas entre si. Seu principal problema consiste em aprender novos meios de restabelecer esta harmonia. As emoções hostis só encontram alívio no coito, mas logo precisam de renovação, provocando contínuos atritos que acabam por comprometer, inclusive, o equilíbrio psíquico do casal. Por essa razão vemos alguns casais, aparentemente, brigando o tempo todo; na verdade, isso é parte de seu relacionamento afetivo e sexual. 
                 Todos os parceiros precisam se conhecer bem para poder tirar o maior prazer possível da vida sexual. O diálogo calmo e tranquilo permite que encontrem novos pontos de afinidade e meios de aproximação. A calma e a doçura na conversação produzem grande prazer e restituem a sensação de paz profunda e duradoura. 
                 
                    Nos casos em que o desejo de união é manifestado sob formas violentas, com apertões mordidas e pressões, em certos relacionamentos, pode criar dificuldades e constrangimento para o parceiro que não gosta disso; e certamente este é um fator de risco para o relacionamento. Também pode ocorrer uma diminuição da sensibilidade para as carícias e estímulos sexuais mais sutis. Se estes casais procurassem conter sua agressividade, evitando discussões e até mudando suas técnicas amorosas, conseguiriam, com a continuidade, chegar a um entendimento bem melhor e mais prazeroso. As formas violentas de afetividade podem ser herança primitiva e devem ser substituídas por meios mais amenos. A intensidade do convívio sexual não diminui em nada com um comportamento menos agressivo, pois carícias e a conversação tranquila são capazes de produzir intensa excitação, sem deixar nenhum sentimento desagradável. Esta solução depende de um profundo desejo de estreitar as relações entre os parceiros. A completa satisfação sexual no matrimônio ou mesmo numa simples parceria sexual, depende do esforço mútuo que deve ser empregado com brandura e imaginação. 
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Nicéas Romeo Zanchett 


         

terça-feira, 22 de julho de 2014

A FREQUÊNCIA SEXUAL SEM PRESSÃO

Por Nicéas Romeo Zanchett 

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                  A frequência da atividade sexual tem enorme variação de casal para casal. Se a quantidade valesse só por ser quantidade, muitos casais estariam vivendo no melhor dos mundo. Mas não é isso que de fato acontece. 
                  Para milhares de pessoas a frequência é zero. Entre essas pessoas estão não apenas os que fizeram voto de castidade, como padres e freiras, mas também solteiros de ambos os sexos, principalmente o feminino. Para muitos pode até parecer estranho, mas ainda hoje existe um grande número de solteiros que só aceitam fazer amor no casamento. 
                  No mundo moderno, onde muitas vezes os dois parceiros trabalham a semana toda, fica difícil manter uma grande atividade sexual. Muitos chegam cansados e é natural que acabem deixando este prazer para os finais de semana.
                  Não são poucos os que tem uma rotina que segue uma verdadeira contabilidade sexual: Hora de trabalhar, trabalhar!; hora de amar, amar! ; hora de descansar, descansar!; hora de dormir, dormir!.  O amor não precisa obedecer o relógio. Ele deve acontecer quando o casal estiver com vontade. 
                  O ajustamento de parceiros amorosos, com o tempo e a experiência, varia de casal para casal; boa parte das vezes cresce com a intimidade e vivência ao longo da relação. Uma relação rica e profunda pede um ritmo de aproximações e respostas baseados não só nas necessidades dos parceiros, mas também em suas limitações, se elas existem.  Às vezes muita frequência é forma de trocar qualidade por quantidade. Querer exigir um bom desempenho pode levar ao medo de fracassar e ao fracasso. 
                   A vontade de amar não precisa ser escondida. Nenhum parceiro pode sempre adivinhar que o outro quer amor, por isso demonstre seu desejo ao parceiro. 
                   Nem só de ternura vive o amor. Mas quem de fato ama, não ousa pressionar a pessoa amada como se fosse um objeto sexual. Não insista em posições sexuais que o outro não quer ou não gosta. Fazer amor forçado é a maior prova d desamor que alguém pode manifestar; é como se estivesse fazendo uma violência sexual com o próprio parceiro. Fazer amor da forma que agrada aos dois pode ser o início de um mergulho para o céu do prazer. É preciso querer dar e gostar de receber. 
                   As necessidades de cada indivíduo variam muito e ainda dependem da fase de vida que estão atravessando. Por exemplo: diante de um trabalho apaixonante pode haver, em certos casos, uma temporária queda na frequência da atividade sexual O mesmo pode acontecer quando surgem problemas sérios na vida profissional de certas pessoas. A  experiência tem demonstrado que pessoas habituadas a grande atividade sexual se mostram mais nervosas ou irritadas quando, por qualquer razão, são forçadas a interromper essa rotina. 
                   Na história da humanidade, a tentativa de levar pessoas à abstenção sexual raramente deu certo. A igreja Católica, por exemplo, só proibiu os padres de se casarem duas vezes no ano 925. Atém então era permitido o casamento mais de uma vez. É isso mesmo, a Igreja nem sempre exigiu o celibato dos padres e freiras. Mais tarde, como consequência do voto de castidade, então obrigatório, surgiram epidemias de alucinações e histerias que, pela abstinência obrigatória, atacaram conventos e monastérios. Hoje a própria Igreja está revendo muitas questões ligadas à sexualidade, tanto dos padres e freiras como dos próprios fiéis. 
                  Por outro lado, nem todos sofrem ao evitar relações sexuais, vivendo normalmente sem chegar a manifestar perturbações psicológicas ou fisiológicas. Mesmo com todo o avanço no estudo da sexualidade humana, não se sabe com certeza os motivos da variação de capacidade sexual que pode ser maiores em alguns e menores em outros. Os estudos indicam que trata-se de variações hormonais tanto nos homens como nas mulheres. É bom lembrar que a produção de hormônios depende, em parte, de fatores psicológicos. 
                 Apesar de tudo a ciência não pode afirmar que o sexo é necessário para todos; não se pode dizer que o ser humano tenha prejuízo, do ponto de vista fisiológico e psicológico, por voluntariamente não praticar a atividade sexual. Milhares e milhares de seres humanos passam a ida inteira sem conhecer o encontro amoroso sexual. 
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Nicéas Romeo Zanchett 




quarta-feira, 16 de julho de 2014

DINHEIRO, AMOR E SOLIDÃO - Por Nicéas Romeo Zanchett

               

                   O único motivo que justifica a união de duas pessoas é o amor. Para manter essa união é necessário, antes de tudo, muita sinceridade, cumplicidade e compreensão. É preciso viver o dia a dia com mútuo interesse de se conhecer melhor e expandir as inúmeras possibilidades do corpo e da alma. 
                   Quando se inicia um relacionamento amoroso, é preciso ter em mente de que nada é eterno, mas pode durar prazeirosamente uma vida. 
                   Qualquer relação amorosa que seja condicionada e rotineira leva, inevitavelmente, ao desinteresse sexual. Com a passagem do tempo, outros interesses surgem e é natural que a tesão se arrefeça e até acabe. O amor é uma chama que precisa ser mantida, pois do contrário o melhor é apagar e partir para outro relacionamento. 
                   O ser humano encontrou na união conjugal uma maneira para sentir-se amparado. Muitas vezes essa união é levada de forma robotizada, sem emoção e apenas para manter um casamento falido. O medo da solidão é tanto que as pessoas abrem mão de tudo e vão fazendo inúmeras concessões para manter uma relação estável e fria. Justificam a falta de amor e tesão com frases tipo "casamento é isso mesmo". 
                   A quantidade de relacionamentos infelizes que continuam sendo sustentados pelos casais por puro medo ou falta de saída é enorme. Muitos são os que vivem relações péssimas e acham que é normal. 
                    O dinheiro tem sido um grande ditador de relacionamentos. A maneira de dar, receber, gastar ou acumular o vil metal revela frustrações emocionais que se arrastam da infância por toda a vida. Não são poucas as vezes que pessoas com muito dinheiro, não conseguem gastar consigo mesmas e saem à procura de alguém para suprir sua carência afetiva e emocional. É sempre um tiro no escuro, pois geralmente se ligam a alguém que nada lhe dará em troca. Mesmo com toda a generosidade acabam sendo frustradas e sentindo-se indignas de amor. 
                    Comprar a felicidade não é uma forma saudável de se relacionar. São situações mal resolvidas que acabam por tornar a pessoa em sovina e incapaz de dar afeto para alguém ou para si mesma. São muito comuns os casos de mulheres ricas com baixa estima, envolvidas com homens financeiramente falidos. O dinheiro é usado para esconder um profundo drama afetivo que muitas vezes tem origem na infância e na forma como seus pais lidavam com as questões monetárias. 
                    O importante é descobrir a tempo que o dinheiro não é amor. Pode trazer conforto e até algum prazer, mas a verdadeira felicidade se conquista com saúde psíquica e não com uma polpuda conta bancária. A verdade é que o dinheiro nunca é capaz de substituir o afeto. Ele seduz porque alimenta a ilusão de suprir faltas e as necessidades emocionais, de sentir-se salvo de contratempos da vida e de ser possível comprar a própria auto-estima. 
                   Relacionamentos onde o dinheiro define tudo é uma forma de transformar as pessoas em objeto sem valor, ou simplesmente para provar seu poder sobre elas.
                   Estamos vivendo numa época em que a estética material prevalece não apenas sobre o amor, mas também sobre a amizade, a solidadriedade, o afeto e as emoções espontâneas. Muitos precisam de todo o dinheiro do mundo para sentirem-se realizados. Isto expõe o verdadeiro sintoma da melancolia que tenta cobrir o gigantesco vazio afetivo do ganancioso. É importante observar que pessoas assim se transformam em prósperos empresários, mas nunca deixam de ser maníacos-melancólicos, que fazem da falta de um afeto uma permanente compulsão por dinheiro. E só assim conseguem encontrar a segurança para sua fragilidade emocional. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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Nicéas Romeo Zanchett 

terça-feira, 15 de julho de 2014

O VIAGRA NÃO EVITA E NEM CURA IMPOTÊNCIA

Por Nicéas Romeo Zanchett 
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                   Quando o pênis está relaxado e não há nenhum tipo de excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sanguíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai. 
                   Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, células do corpo cavernoso do pênis liberam óxido nítrico. Este óxido atua sobre a molécula chamada GMP (guanosina monofosfato cíclica), responsável pela dilatação dos vasos e relaxante do corpo esponjoso, o que permite a ereção.   Mas a enzima PDES (fosfodiesterase 5) pode estragar tudo, inativando a GMP cíclica. Quando isso ocorre, a mesma quantidade de sangue que entra sai do pênis e ele não fica ereto o suficiente para a penetração na vagina. 
                   O Viagra age bloqueando a PDES. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação. Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do pênis. Com as veias comprimidas o sangue é bloqueado dentro do corpo esponjoso e o pênis se mantém ereto. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo, é fundamental para a ereção. 
                  A pílula facilita a ereção, mas não evita a impotência em casos como a obstrução das artérias de membros inferiores. Nesse caso é necessário consultar um cardiologista que estudará cada sintoma especificamente e dirá se há ou não possibilidade, com sucesso, do uso da pílula azul. Se houver veias obstruídas, naturalmente, o sangue terá dificuldade para circulação e irrigação do pênis, do cérebro e do corpo como um tudo. Além disso pode causar sérios danos à saúde. Em muitos casos, a falta de ereção é um alerta sobre tudo isso que se não for tratado pode até causar um AVC. 
                  O processo de ereção depende diretamente da excitação do homem. O Viagra não é excitante e nem atua sobre o sistema nervoso central. Ao agir de modo específico sobre o corpo cavernoso, que é o tecido erétil do pênis, a droga facilita a ereção, mas não a provoca se houver causas psíquicas ou orgânicas impedindo o estímulo sexual. 
                  A disfunção da ereção pode ser vista como um problema global de saúde, que envolve o corpo e a mente.  Tudo depende do estado físico e mental do indivíduo. Assim sendo, uma preocupação, um cansaço, ou estresse podem neutralizar o efeito do Viagra pela falta de excitação que é componente indispensável para que o mecanismo da ereção funcione. Um paciente deprimido não consegue ter uma vida sexual normal. Da mesma forma um homem que se excita com uma parceira, mas não o consegue com outra, também não terá sucesso com a pílula. Observe como a excitação é importante para que o pênis fique ereto. Muitos homens se excitam normalmente, mas, mesmo assim usam Viagra.  Nesse caso ele funciona como um estímulo psicológico; uma espécie de efeito placebo.
                 O remédio pode dar bons resultados quando o homem tem a ereção, mas perde durante a relação por um problema chamado fuga venosa. Neste caso, o sangue foge do pênis, não ficando nele o tempo necessário para que a ereção seja mantida até o orgasmo.  Como o Viagra têm a propriedade de concentrar, por maior tempo,  o sangue na região genital,  pode ajudar na impotência. Mas até 70% dos casos são de origem psicológica e neste caso o efeito do remédio também é apenas psicológico e não necessariamente de efeito químico. Ele produz um estado de segurança para o indivíduo que sem ele se sente inseguro e temeroso.  É a tal impotência psicogênica que afeta homens organicamente saudáveis, mas psicologicamente enfermos. 
                 Há vários motivos que causam a impotência, como a anemia, o diabetes não controlado, a insuficiência renal, baixos níveis de testosterona, obstrução de veias do sistema circulatório e também a atrofia dos testículos. É preciso investigar bem as causas do problema, para que possa tratá-lo adequadamente. Se houver obstrução das artérias cavernosas, por exemplo, não adianta tomar Viagra, pois o pênis não enrijecerá. Basicamente a droga só funciona com seu efeito químico em causas leves de impotência, em que o pênis não fica rígido o suficiente para penetrar na vagina. E isto pode acontecer com homens de qualquer idade, inclusive jovens. Os jovens também apresentam problemas sexuais, sobretudo devido à ansiedade quanto ao desempenho. Nesses casos o tratamento deve ser estritamente psicológico e não químico.
                   A rigidez do pênis é resultado de um complexo mecanismo de que participam os sistemas neurológicos, vascular, hormonal e psicológico. Para se utilizar a terapia adequada é indispensável a identificação correta da perturbação que a provoca. Sem isso, qualquer tratamento irá fracassar. 
                 Hipertensão, doença coronariana, tabagismo e traumas pélvicos podem levar á impotência. Só o médico, depois de avaliar todas as possíveis causas, irá diagnosticar e prescrever o tratamento certo. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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LEIA TAMBÉM >> AMOR E SEXO
               O corpo, humano ou animal, é feito de matéria com componentes químicos. Todo o remédio é químico. Portanto, se você utilizar medicamentos, sem orientação médica, poderá alterar quimicamente todo seu organismo, e isso desencadeará outros problemas que são chamados de efeitos colaterais. SEMPRE CONSULTE SEU MÉDICO ANTES DE USAR QUALQUER REMÉDIO. 
Nicéas Romeo Zanchett 

domingo, 13 de julho de 2014

A BELEZA E SENSUALIDADE DOS SEIOS - Nicéas R. Zanchett

Obra de Renoir
A BELEZA E SENSUALIDADE DOS SEIOS 
                   Os seios sempre foram a musa inspiradora de pintores, escultores escritores e poetas. Eles são o primeiro atrativo que todos temos logo apos o nascimento. 
                   Desde o início dos tempos os homens tem olhado, medido, pintado, fotografado, esculpido e venerado os seios das mulheres. 
Obra de Romeo Zanchett 
                     A beleza dos seios é a característica mais desejada tanto pelos homens como pelas mulheres. Esta zona erótica da mulher, que carrega a imagem da própria maternidade, simboliza também a fertilidade e purificação, e talvez por isso desperta um grande desejo. 
                     A exibição do peito nu, cada vez mais frequente,  pode ter descaracterizado o colo da mulher, mas isto não deserotizou a beleza e nem a sua sensibilidade.  Essa relação de amor que todos temos pelos seios vem da infância, quando os sugamos pela primeira vez. Desde então ficamos presos a eles pelo resto de nossas vidas. Talvez por essas razões despertam, tanto no homem como na mulher, um grande desejo. 
Saphia Loren 

                     Os seios são, sem a menor dúvida, os mais lindos e desejados ornamentos femininos. Não é atoa que as mulheres vivem preocupadas com seu tamanho e configuração. 
                     Nos jogos amorosos a mulher encontra enorme prazer quando seus mamilos são tocados, beijados ou sugados pela parceiro ou parceira. Durante a atividade sexual, os estímulos táteis transformam-se em sexuais, potencializados por importantes fatores secundários que são o envolvimento emocional e a intensidade daquele momento. O prazer que os amantes sentem no contato com os corpos é para a mulher o maior estímulo que ela pode receber. Talvez porque foram feitos para amamentação e amor maternal, elas sentem grande prazer nesta região do corpo. Todas adoram ser tocadas, manipuladas e sugadas, mas tudo deve ser feito com a maior delicadeza. 
 ....Brigitte Bardot

                    Algumas mulheres não possuem sensibilidade nos seios, mas a maioria são tão receptivas que ao serem habilmente manipuladas chegam facilmente ao orgasmo.  Há casos de mulheres que tem orgasmo ao amamentarem seus bebês. 
                    Mas uma coisa é certa: nenhuma mulher gosta que seus seios sejam manipulados com rudeza. É uma região erógena extremamente sensível. Por essa razão elas tem tanto medo de ter seus seios maltratados como os homens de receber um pontapé nos testículos.  Durante o período de menstruação os seios de muitas mulheres ficam tão sensíveis e delicados que elas não suportam qualquer tipo de carícia. 
                     Vamos, portanto, continuar pintando, desenhando, esculpindo, acariciando, sugando não apenas os seios, mas tudo o que elas tem de tão sensual e belo. A mulher é um sagrado templo de amor e prazer. 
                    Nicéas Romeo Zanchett 
                     


                   

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A LIBERDADE SEXUAL E SEU LIMITE - Por Nicéas R. Zanchett

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                    Na medida em que o ser humano foi atravessando as fronteiras do tempo em busca da sua própria evolução, foi alterando as funções de cada sexo na vida pessoal e na sociedade. 
                    O homem, pela sua própria natureza, sempre sentiu fascínio pelo combate como forma de demonstrar sua bravura. Enquanto ele estava fora, seja na caça ou na guerra, a mulher estava se tornando independente dele. 
                    Durante a primeira Guerra Mundial, as mulheres foram convocadas a assumirem muitos papeis que até então cabiam aos homens. Foi nesse período e talvez por sua causa que, nos Estados Unidos, as mulheres ganharam o direito de voto. Já na Segunda Guerra Mundial, milhares de mulheres ocuparam cargos que tradicionalmente só homens ocupavam. 
                   Os transtornos das guerras também tiveram como efeito o movimento da população, separando ente-queridos e criando um ambiente para expressão mais livre da intimidade sexual. Essas forças colaboraram para provocar a anarquia sexual que acabou se espalhando pelo mundo todo que até então era puritanista. 
                   As relações entre os dois sexos nunca foram muito fáceis. Homens e mulheres, em muitas sociedades, foram educados para encarar o sexo oposto não como um complemento, mas como literalmente oposto. 
                    Estamos atravessando uma nova Revolução Sexual, mas tudo está ficando confuso e caótico. A verdadeira revolução implica em um movimento claro em uma direção que é compreendida e aceita pela maioria. No entanto, o que estamos vivendo é uma anarquia sexual onde homens e mulheres, em vez de se compreenderem,  se confrontam.
                   No passado, quase sempre existiam regras, padrões e papeis bem definidos para cada sexo, dentro dos quais cada um efetuava sua parte. Não vai longe o tempo em que a mulher, dona de casa e mãe de vários filhos, ia ao galinheiro recolher ovos e escolher uma galinha gorda para o jantar. Depenava, limpava e cozia ao gosto dos filhos e do marido. Usava o caldo para preparar bolinhos de massa com farinha que retirava de um grande saco com uma concha. Ia até a horta e colhia temperos e verduras. Descascava batatas e escolhia o feijão com as próprias mãos. Naquele tempo, que muitos de nós vivemos, não havia massas pré-fabricadas. O bolo e a cobertura tinham que ser feitos com ingredientes básicos. 
                   Nossa atual sociedade de consumo tem interferido de forma muito intensa nas relações entre os sexos. A dona de casa de nossos dias tem tudo pronto à sua disposição, mas parece mais ocupada que antigamente. Seu carro é instrumento indispensável. É com ele que dá muitas voltas fazendo compras, levando e trazendo filhos da escola ou de alguma atividade esportiva. Com a crescente influência do dinheiro e da publicidade, adquiriu um incalculável número de equipamentos e eletrodomésticos com os quais tem que se preocupar. Na verdade, talvez para preencher o vazio de sua vida, grande parte das suas atividades são por ela inventadas. 
                  O impulso na direção de maior liberdade na conduta sexual teve sua origem no profundo abalo, após as duas grandes guerras, com os processos de urbanização, maior mobilidade, proliferação de bares e ambientes apropriados para encontros e, principalmente, com o controle de natalidade ao alcance de todos. Em meio a toda essa mudança podemos observar não apenas alguma transferência de poder, mas um indício impressionante de que cada sexo está adotando alguma característica do outro. Muitas mulheres já não sabem agir como mulher e muitos homens estão igualmente confusos sobre como ser homem.  Ao mesmo tempo, muitos jovens rebeldes demonstram desdém pelas características sexuais tradicionais. Essa conclusão  a respeito dos papéis de cada um gera conflitos e preconceitos. Os novos esposos e esposas têm mais tensões e conflitos em torno dos papeis que cada um deverá exercer, principalmente sobre os filhos. 
                                 
                 A maior contribuição dos jovens hippies dos anos 60 ao pensamento moderno foi o rompimento com o convencional. Sua maneira de ver a vida ainda hoje nos faz sacudir, juntamente com as convicções que costumamos aceitar sem questionar. Eles tornaram desacreditada, pelo menos no meio da juventude, as velhas associações mentais como "o amor leva ao casamento e o casamento leva à prole". 
                 Apesar de suas formas sofisticadas, ainda reina bastante confusão entre a maioria dos jovens sobre as regras que regulam a intimidade entre os dois sexos. Se no passado s considerava a violação às regras, hoje já não existem regras. Não são as violações, mas a ausência de normas que torna o problema contemporâneo historicamente relevante. O problema de hoje é menos de revolta contra um código conhecido e implantado do que o de se estar debatendo em uma conjuntura cujos limites são praticamente ignorados. Cada indivíduo decide o que é melhor para si, sem se preocupar com o resto da sociedade. Na verdade, estamos num estágio em que os velhos padrões estão ultrapassados, mas não temos novos padrões que possam nortear os jovens. Os padrões que existem são o resultado de uma evasão padronizada. Os que desejam viver segundo princípios morais pelo seu consciente ficam perdidos; não sabem como proceder de forma que não se sintam como se estivessem marcando passo errado. Cada um tem que improvisar, perguntando a si mesmo quais serão os próximos passos. 
                   A confusão em que se encontra a geração mais jovem deriva, na maior parte, da incerteza da geração mais velha e da mistura de sinais com que as  duas gerações se comunicam. 
                   A educação sexual já deixou para trás a ênfase inicial dos detalhes da reprodução passando para a dinâmica dos papeis e relações entre os sexos. A meta geral da preparação para a sexualidade deveria ser a exploração de todo o campo de perguntas que surgem e permanecem sem respostas sobre a natureza do comportamento sexual dos seres humanos e sobre os papeis e relações entre os dois sexos. O sexo em si é apenas um ato, mas a sexualidade é um estado.
                  As opiniões sobre o que é próprio e o que não é no comportamento entre os dois sexos, foram profundamente influenciados, entre a maioria dos jovens, fora do lar. A velocidade de comunicação, as viagens internacionais e especialmente a internet mudaram os comportamentos de forma irreversível. 
                   No campo religioso, que sempre exerceu enorme influência sobre a sexualidade, também está havendo profundas mudanças. Com o avanço educacional, que conscientiza os jovens com novos conceitos, a população formalmente filiada a alguma igreja, vem sofrendo enorme baixa. Podemos notar que muitos membros do clero tem se esforçado para permanecerem modernos a fim de manter o interesse dos fiéis, especialmente os jovens. Os cultos foram invadidos por músicas de rock-and-roll e os templos construídos em formas arquitetonicamente modernas.
                   O cristianismo enfatizou fortemente tanto a fidelidade conjugal como a castidade pré-conjugal. Para o cristão a vida moral era uma reserva em todas as formas de intimidade física, mas principalmente as que não fossem acobertadas pelo casamento. A castidade da noiva era a garantia de que depois de casada se manteria fiel. Assim, a essência da moralidade era mantida pela repressão sexual. Os primeiros cristãos viam na mulher a causa primordial do "pecado sexual". São Paulo, em especial, glorificou a austeridade em assuntos de natureza sexual. Ele declarou textualmente: "É bom que o homem não toque na mulher..., mas se não tiverem autocontrole, que se casem, pois é melhor casar do que arder de desejo."
                  Nos últimos anos tem havido um movimento no sentido de uma aceitação real do ideal igualitário. Essa herança da Revolução Francesa gerou tendências constantes no sentido do liberalismo político, principalmente no Ocidente. Não é mais concebível que uma pessoa possa aceitar a lógica de glorificar o ideal igualitário e ao mesmo tempo manter a mulher no plano subordinado. 
                  O declínio dos casamentos combinado com o desenvolvimento do conceito de amor romântico também foram fatores que fortaleceram a posição da mulher em relação ao homem. O homem apaixonado por uma mulher, sem dúvida, lhe concederá mais poder. 
                  O igualitarismo sempre glorificou os direitos do indivíduo. Quando levado ao extremo da lógica, essa entronização do indivíduo tende a prejudicar as normas coletivas e mesmo a implicar em um tipo de anarquia como ideal. Nesse caso, o indivíduo passa a ser a norma. 
                  A violação dos direitos do indivíduo pela sociedade moderna leva a indagações mais desconcertantes na área das relações entre os dois sexos do que em qualquer outra área explorada. É preciso tomar cuidado para que o individualismo nas relações entre os dois sexos não acabe se convertendo em um primitivismo irresponsável e pernicioso à sociedade e ao próprio indivíduo. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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SE VOCÊ GOSTA DE CULTURA LEIA > AS CARTAS DE BALZAC
Trata-se de um estudo profundo que estou fazendo sobre a vida desse gênio da literatura mundial, em todos os seus detalhes, e parte da sua grande obra "A COMÉDIA HUMANA". É um trabalho realmente longo, mas, aos poucos, estou disponibilizando na internet. O objetivo é viabilizar, em parte, o profundo conhecimento que Balzac tinha da alma humana. 
Nicéas Romeo Zanchett, 

AMOR E PRECONCEITOS - Por Nicéas Romeo Zanchett



Foto de Clara e Marina 
da novela Em Família. 

                   A dupla original, Adão e Eva, que segundo a Bíblia, foram os pioneiros a sucumbir ao amor sexual, não podiam imaginar os caminhos que este sentimento tomaria ao longo da história.  A Bíblia, usando metáforas, diz que foi a serpente quem tentou Eva, mas na verdade são os hormônios.  Eles são os verdadeiros ditadores que determinam como devemos nos comportar e sempre fizeram do amor o caminho para unir as pessoas, independentemente do sexo igual ou diferente.
                  Mudaram os tempos, mudaram os homens e mulheres, mas o amor continua dominando tanto o consciente como o inconsciente de todas as pessoas. 
                  O amor entre pessoas do mesmo sexo sempre existiu; os poderosos senhores gregos amavam os belos rapazes de Atenas e com eles construíam uma história afetiva e amorosa. A poetisa Safo, em seus belos poemas, expressou seu sentimento pelas lindas virgens que iniciava no amor. A liberação do corpo, dos usos e costumes, já eram parte do cotidiano dos deuses, semideuses, heróis, covardes e ninfas até do Olimpo. 
                  Sexo grupal, lesbianismo, homossexualismo, adultérios, suingues, trocas de casais, além de outros atos amorosos derivados, inconscientemente ou não, sempre fizeram parte da vida humana.  
                  Os gregos, que adoravam uma tragédia, faziam do amor um palco para representar a maioria das duplas amorosas olímpicas. Vênus, a deusa do amor, perdeu prematuramente seu querido Adônis, morto por um javali; por amor Orfeu decidiu descer aos inferno em busca da amada Eurídice; Édipo vivia apaixonado pela própria mãe, Jocasta, e da transa deles restou o complexo que leva seu nome e continua atormentando muita gente e levando-os aos psicanalistas; Helena (de Troia) se apaixonou por Páris fazendo com que seu marido traído, Menelau, promovesse a Guerra de Troia para resgatar a bela esposa e interromper suas férias conjugais. Já Ulisses, que participou ativamente da tal guerra, encontrou seu amor fiel na linda Penélope que, para livrar-se das investidas de inúmeros pretendentes durante a ausência de seu amado marido, tecia uma interminável tela e prometia a todos que escolheria um deles quando terminasse o trabalho. Ulisses, que todos já davam como morto na batalha, terminou voltando para os braços de sua fiel Penélope. 
                  A história universal está cheia de amores e traições, mas o caso mais conhecido é o de Marco Antônio que saiu de Roma com a firme decisão de destruir Cleópatra e acabou sucumbindo ao amor pela bela rainha. Ao vê-la, Marco Antônio, foi tomado de súbita paixão, o que chamamos de amor à primeira vista, rendendo-se aos seus encantos; os mesmos encantos que haviam levado o poderoso Júlio César ao leito. Algumas mulheres tem de nascença o perigoso dom de levar homens à loucuras. O apaixonado Marco Antônio, em vez de lutar contra Cleópatra, aliou-se a ela usufruindo de todos os prazeres carnais a que tinha direito e perdendo a vida lutando contra os conterrâneos romanos. Sansão, que perdido de amor por Dalila, acabou despojado de suas melenas e de sua proverbial superpotência. Outro caso muito conhecido é o de Henrique VII, da Inglaterra. Ele fez par romântico com muitas mulheres e tinha como  principal divertimento erótico decapitar suas parceiras. Também o Lord Nelson, muito popular na Inglaterra por ter vencido Napoleão Bonaparte, sucumbiu aos encantos da liberada viúva Lady Hamilton, Sir William Hamilton, não se incomodava com as diversões extraconjugais de sua bela esposa. 
                  Amor, dinheiro, poder, traição e paixão sempre estiveram presentes na vida das pessoas. 
Desenho de Romeo Zanchett 
                  No século XIX, o frágil e romântico Frederic Chopin apaixonou-se perdidamente pela escritora feminista Amandine Aurore Dupin, que usava o codinome de George Sand. Além de admirável escritora, essa mulher quebrou várias barreiras na liberação das mulheres; não apenas adotou o nome, mas também diversas atitudes masculinas, como fumar charutos, usar calças compridas como as dos homens e dar opiniões que escandalizavam os moralistas. Ela e o famoso compositor, que era romântico e mais feminino, viveram juntos por nove anos e, apesar das violentas brigas, tiveram uma filha. 
                  Foi o amor homossexual de Osca Wild e Lord Alfred Douglas que, na Inglaterra puritana de então, o levou para a cadeia; lá, naquela época, homossexualismo era crime. Na verdade, Oscar Wild era um grande exibicionista; adorava chamar a atenção, mas apaixonou-se mesmo pelo Lord e passou a se exibir com ele em todos os lugares; é evidente que seu objetivo era chocar a puritana e preconceituosa sociedade inglesa da época. Oscar sonhava ficar para a posteridade e o escândalo, nesse sentido, o ajudou. Foi o grande escândalo sexual do final do século. Um outro caso de amor homossexual que veio a público foi o do Rei da Bavária, Ludwig II, com o famoso compositor Wagner. O grande gênio da música teve muitos outros amores e nunca deixou a esposa, mas seu grande e rumoroso amor foi mesmo o jovem monarca, a quem protegia e ajudava financeiramente. Outro poeta e escritor famoso que seduziu um fiel marido foi Rimbaud. Ao chegar a Paris fez par romântico com o já consagrado Verlaine que era muito mais velho, casado e com filhos. Este largou a estabilidade do lar para viver uma alucinante ligação com Rimbaud, acabando por dar-lhe um tiro; não conseguiu matá-lo, mas o episódio serviu para acabar  definitivamente a união amorosa. O mais bem sucedido amor entre duas mulheres foi da escritora Gertrud Stein e sua companheira Alice B. Toklas. Como um casal tradicional, viveram juntas a vida inteira. A relação entre elas é um exemplo de amor e fidelidade absolutas. Nos Estados Unidos, onde nasceu Gertrud, sua relação era vista com preconceito e então mudou-se para Paris, onde assumiu sua gordura e seu lesbianismo; costumava dar festas memoráveis, cujos frequentadores eram a fina flor da intelectualidade da época, como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerard.  Em Paris, as duas viveram como gostavam e foram felizes até a morte. 

               No século XX, muitos casos escandalosos abalaram o mundo. O mais romântico é talvez o do casal Duque e Duquesa de Windsor, Rei Eduardo VII da Inglaterra. O cupido flechou o Rei quando este avistou a norte-americana divorciada Wallis Simpson, mulher comum e pouco atraente. Contra tudo e contra todos, Eduardo abdicou do trono para unir-se à sua bem-amada. O amor é cego e parece que o Rei levou mesmo a sério as palavras do seu antepassado Ricardo II, que disse durante a guerra que trocaria seu reino por um cavalo. O importante é que tudo deu certo e o amor, como num conto de fadas, foi invencível e viveram felizes para sempre. 
                O amor mostra seu poder na política e na vida. Na Argentina tivemos a inesquecível Evita. Uma obscura atriz que despertou grande paixão em Peron, político que chegou ao poder pela democracia e implantou uma ditadura na Argentina. Ele se tornou um mito e inclusive motivou a realização de um musical na Broadway.  
                 O dinheiro sempre despertou a admiração e amor nas mulheres. O armador grego e multimilionário Onassis, após um contrato pré-nupcial, uniu-se pelos laços do matrimônio com a ex primeira dama norte-americana Jacqueline Kennedy. No entanto, o verdadeiro amor de Onassis sempre foi a cantora e diva mundial Maria Callas, com quem, mesmo já casado com Jacqueline, manteve aceso um rumoroso relacionamento.  
                  A via continua e o amor, dominado pelos hormônios de cada um, sempre estará acima de qualquer julgamento. É o sentimento mais forte que podemos ter e, por isso, merece todo o respeito. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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