Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador A liberdade sexual e seus limites. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A liberdade sexual e seus limites. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de novembro de 2021

EDUCAÇÃO SEXUAL DAS CRIANÇAS

 


         Desde a primeira infância, as crianças devem receber educação dos pais acerca do sexo. Estes devem, dentro do possível: 

           1/ Responder com naturalidade todas as perguntas sobre sexo, no nível de entendimento da criança. Por exemplo: que o espermatozoide pode ser chamado de sementinha. 

              2/ Fazer a criança adquirir o "status" do seu sexo,isto é, fazer o menino se interessar por aquilo que os homens gostam e a menina por cozinha, costura, moda, mas nos nossos dias também é importante, considerando naturalmente a idade, falar de assuntos da atualidade até mesmo de economia financeira familiar, casamento, divórcio, etc. 

            3/ Explicar como crescem os órgãos genitais e como ocorrem as modificações do organismo (surgimento de pelos, mudanças de voz, etc.) na puberdade (11-13 anos nas meninas e 12-14 nos meninos). 

            4/ Explicar, respeitando a capacidade de compreensão da criança, as funções do homem e da mulher na procriação. Aos 8 anos as crianças perguntam com frequência sobre esse assunto. 

             5/ Não punir a criança por masturbar-se, o que fazem em média 80% dos meninos e 20% das meninas de 13 a 15 anos. Muito menos castigar a criança de 3  a 5 anos, quando descobre e manipula os órgãos genitais. Ela simplesmente está, pouco-a-pouco, conhecendo o próprio corpo.

          6/ Supervisionar a vida da criança no grupo de amigos, a fim de que não receba influências maléficas e até aprendizado sobre o sexo de forma errada. 

           7/ Verificar se o menino precisa de assistência médica (tratamento de infecções nos órgãos genitais); eles costumam esconde isso dos pais, mas é importante ficar atento observando sua mudança de comportamento. 

           8/ Evitar conversas sobre vida imoral de outras pessoas e também, na medida do possível, que eles tenham acesso a revistas e fotos de pornografia.  Se acontecer, é importante conversar sobre o assunto, pois se isso não for feito ele irá buscar a informação com os amigos que também nada sabem e irão dar opinião errada. 

            9/ As mães devem orientar suas filhas a partir de 9 anos, dizendo -lhes como entrarão na adolescência e como acontecerá as mudanças no seu copro e, inclusive, sobre a menstruação. Assim, quando chegar o momento elas estarão preparadas. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A LITERATURA DO ROMEO 

Clique no link >  LIVROS DO ROMEO


domingo, 14 de novembro de 2021

A VIDA AFETIVA DAS CRIANÇAS

 


             Os psicanalistas foram os psicólogos que maior importância deram ao aspecto afetivo do comportamento humano. A posição de Freud, focando o desenvolvimento individual, revela para ele o ser humano, ao invés  de ser racional, era mais um ser emotivo. 

           Os pais e professores sabem muito bem como o desprazer e a tristeza, a raiva e o medo, a angústia e o ciúme dos seus filhos ou alunos lhes causam preocupações e ansiedades. Boa parte de seus esforços existem  em vista de reações prazerosas e alegres das crianças  e adolescentes. Para controlar a vida emocional daqueles  que dirigimos, é necessário sabermos porque e como se estabelecem os sentimentos e emoções. 

            Como diz Sherman, mesmo aos 6 anos a criança "não exibe uma conduta de forma suficientemente típica para ser definida como uma emoção concreta, senão que exibe melhor respostas  gerais e inadequadas nas quais só se advinha uma vaga tendência  adaptativa". As reações humanas não podem ser rotuladas até que as experiências infantis determinem os modos típicos de reação. Isto é, os padrões reativos emocionais são aprendidos e não mera transformação dos impulsos primários, como espanto, choro, gritos, espasmos... A seguir temos uma síntese de dados; uma adaptação parcial dos dados de Geisell. 
              a/ O Medo é provocado em crianças de alguns meses por ruídos fortes, estímulos dolorosos e súbita falta de apoio. A criança prende a respiração e procura agarrar-se a qualquer objeto. São observadas, como reações fisiológicas, a constrição vascular periférica, queda de ritmo das batidas cardíacas e aumento do peristaltismo intestinal. (movimentos involuntários dos intestinos e esôfago).  
            À medida que a criança se desenvolve, o medo começas a revelar insegurança e incompetência. Quanto mais insegura, menos competente para solver os problemas e se adaptar às situações. O temor do fracasso eminente  a leva ao descontrole. 
       Lentamente, o medo vai sendo uma reação mais limitada a certas situações específicas e surgem reações de prudência, de cuidado e de aflição. Segundo a pesquisa  de F. B. Holmes, as crianças desde cedo adquirem a habilidade de controlar certos medos ante situações não de todos perigosas. Isto revela que felizmente elas conseguem superar as barreiras levantadas pela má educação dos adultos (medo do escuro, de ficar sozinha, de barulho, de duendes, etc.)
           b/ Numa criança de alguns meses, a cólera pode ser provocada pela coibição dos seus movimentos; ela prende a respiração, chora ou grita e enrijece os músculos. Quando frustrada, ela tende a destruir os objetos que se encontram à sua frente. Como o medo, a cólera se ramifica em emoções e sentimentos, e os mais notados são o  o ódio, o ciúme, o desprezo, o ressentimento e a vingança. 
             A distinção entre a cólera e o medo, que apresentam alterações fisiológicas semelhantes, está no fato de que o medo consiste numa incapacidade para a ação, com a criança "voltando-se para dentro de si mesma"; e no acesso de cólera, ou de raiva, ela se lança contra o ambiente, sem se sentir insegura. Embora provocada por frustrações durante o processo de ajustamento, a cólera  pode decorrer de causas internas: frustrações inconscientes, deficiências intelectuais, fadiga, sono, fome, doenças e aborrecimentos em geral. 
             Há também a considerar os sentimentos, e posteriormente as emoções de cólera, por motivos sociais. A pessoa pode não estar diretamente envolvida num acontecimento, mas pode participar por similaridade de opinião. Ela é levada a participar de um comício, a apedrejar sedes de partidos políticos, etc. De qualquer forma, não emerge tal emoção de uma causa apenas e não se revela  em adolescentes e adultos tal como a presenciamos nas crianças até os 3 anos. E é evidente que, do ponto de vista social, a raiva é um mecanismo que cria mais problemas à pessoa do que soluções para ajustamento. 
             c/ O prazer emerge quando da satisfação das necessidades orgânicas do bebê, ou pela presença de familiares. A agitação dos membros e o sorriso são algumas das características observadas. O organismo depois se relaxa e este relaxamento cinestésico leva a criança ao sono. No pré-escolar, além do prazer ser produto da satisfação das necessidades fisiológicas. é também das chamadas psicogênicas. Portanto, tal como o alimento, a aprovação social pode produzir as reações que vulgarmente denominamos alegres. 
                O prazer se ramifica em vários sentimentos e emoções, entre os quais são bem notados o amor, o júbilo e a afeição. A afeição e o amor podem surgir não devido exclusivamente às causas responsáveis pelo prazer. A afeição de crianças são reações prazerosas  associadas a brinquedos, animais e pessoas. Na adolescência, as pessoas estão em primeiro lugar como estímulos causadores de afeição; na infância, os brinquedos e animais. 
              As expressões emocionais na infância se manifestam de diversas formas, de acordo com a idade. 
              a/ Aos 2 anos já há um certo equilíbrio emocional. a Criança é tranquila, pelo menos mais calma em relação ao ano anterior. É tímida e colabora muito pouco  no jogo. Demonstra afeto pela mãe, principalmente na hora de dormir. Pode cuidar afetuosamente dos seus brinquedos. Tem ideia de posse de coisas, mas não sente ciúme das demais crianças. 
             b/ Aos 3 anos, a criança já é bem equilibrada. Feliz e satisfeita, se entretém tranquilamente. Tem domínio de si mesma, tanto emocional como fisicamente. É afável, serviçal e acessível. Pode demonstrar ciúme dos irmãos mais novos. Goza com os jogos de palavras e quando percebe algo errado que o adulto diz, sente-se alegre. 
            c/ Aos 4 anos o menino é tanto polemista quanto brigador. Nesta fase, tanto os meninos como as meninas mostram-se egoístas, rudes, impacientes com os irmãos menores. Expressam afeto pela mãe na hora de dormir (um beijo e um abraço"bem forte"). A criança de 4 anos pode sentir ciúme do pai e da mãe ao mesmo tempo. Sente-se orgulhosa dos seus próprios trabalhos e criações. Quando joga, ri sem reserva. Sente-se alegre quando houve ou faz rimas e jogos de palavras. Agrada-lhe chamar os outros pelo apelido ou trocando o nome. Insulta, profere algumas palavras obscenas e ameaça crianças de adultos. 
             d/ Aos 5 anos torna-se uma criança séria e acomodada. Afável, compreensiva, afetuosa, mais realista. É serviçal, orgulha-se do seu aspecto e de suas roupas bonitas. É curiosa e anseia por informações. Diz à mãe que gosta de ouvir histórias. Fica excitada quando lhe falam do futuro. Sabe o que quer e se atém ao que deseja. Costuma insultar outras crianças. 
             e/ Aos 6 anos torna-se sumariamente emocional. Acentuando desequilíbrio nas relações com outras crianças. Fica excitada quando a criticam. É expansiva. Ama e odeia a mãe. É brincalhona e se considera "sabichona".Gosta de elogio e da apreciação que fazem ao seu trabalho ou às suas "artes". Sofre acessos de cólera. Cai em pranto facilmente. Irritável, rebelde,dominadora, excitável, ri sem motivo. É conformista. Como é dominadora, acusa e critica os demais. Em certas horas, é carinhosa,  angelical, generosa, boa companheira para o adulto. Tem ciúme dos seus brinquedos e de outras crianças. Muitas vezes emprega linguagem agressiva; insulta, ameaça, contradiz, discute, emprega alguns termos obscenos. 
             f/ Aos 7 anos torna-se retraída e distraída, principalmente no lar. Apresenta ainda certo negativismo e uma certa insegurança para enfrentar os problemas diários. Começa a tomar atitudes de desafio, mormente em relação à mãe, quando ameaçada. Devido ao desenvolvimento mental (maior capacidade de inibir as próprias reações), começa a meditar sobre o que lhe acontece. Busca a perfeição e mostra-se encolerizada quando erra ou é perturbada pelos irmãos menores. Revela vergonha dos seus erros. É escrupulosa e menos egoísta. Começa a sentir e analisar as influências externas sobre seu comportamento. Já aparecem os devaneios nas horas de cansaço e insatisfação. 
            g/ Aos 8 anos se torna menos sensível, menos retraída  e voltada mais aos outros. Prefere os empreendimentos difíceis, mas revela impaciência consigo mesma. Continua se opondo às ordens da mãe. Chora menos por motivos internos que por razões sociais. parece mais interessada em discutir e tem melhor senso crítico. Ri sem preocupação com o que pensam os demais. Costuma ser serviçal na escola, gosta de competir com os colegas e pode chorar quando perde uma disputa. Quando há compreensão no lar, a criança de 8 anos é bondosa, companheira e empreendedora. 
           h/ Aos 9 anos já assume responsabilidades. É obediente. Costuma ficar apreensiva quanto aos seus possíveis tropeços na escola. Sua impaciência e os ataques de cólera são de curta duração. Tem vergonha de certos atos passados. Começa a julgar seus familiares. Sente-se orgulhosa em cuidar de suas próprias coisa. Reage emocionalmente ante todas as histórias que lhe contam.Torna-se muito sensível às críticas, deseja sempre agradar os mais velhos. 
              i/ Aos 10 anos torna-se simpática, feliz, tranquila, despreocupada, generosa e fraca. Sobretudo equilibrada, a criança nesta idade  deixa os pais preocupados, com medo que nos anos vindouros não seja mais assim. Gosta da vida. Tem mais ação que pensamentos. Revela pouco temor das coisas do mundo. Tem ataques de ira. Não aceita injustiças e manifesta suas opiniões. Esses ataques, todavia, são de curta duração. Nas expressões de alegria, revela a mesma eficiência. gosta do lar e quer receber os presentes que os amigos ganham dos pais. Diminui o desejo de competir. Gosta de piadas, mas não sabe contá-las muito bem. Tem um repertório de reações emocionais desejáveis para a prática de esportes em conjunto. 

Nicéas Romeo Zanchett 
CONHEÇA A ARTE DO ROMEO 

Clique no link > A ARTE DO ROMEO

sábado, 13 de novembro de 2021

O PENSAMENTO DE FREUD SOBRE O DESENVOLVIMENTO SEXUAL

 


         Segundo a concepção de Freud, ao nascer o ser humano traz impulsos inconscientes em busca do prazer. Os impulsos naturais  foram por ele chamados de "id" (das Es)  e são todos manifestações de uma tendência inata. Sua causa é a "libido", energia sexual que se encontra inicialmente na boca.
           Todo prazer é procurado com a estimulação da região oral. No 2º ano, a libido se concentra na região anal. É o período das excreções sólidas. No 3º ano, ela se concentra na região fálica. A criança de qualquer sexo, nesta etapa, manipula os órgão genitais em busca do prazer. Durante todas essas fases (que é um período narcisista), o objeto do prazer é o próprio corpo da criança. A partir dessa etapa, e principalmente por volta dos 5  anos, o menino tem uma grande predileção pela mãe e a menina pelo pai. A impossibilidade desse amos (complexo de Édipo) levo o menino a se identificar com o pai e a menina com a mãe. Dos 6 anos até a puberdade, existe a chamada faze de latência. Os desejos e impulsos afetivos (sexuais) são recalcados no inconsciente. 
         As distinções sexuais entre homem e mulher são explicadas por Freud através do complexo de Édipo e do de castração. 
           A menina descobre, no curso da 1{ infância, que não dispões de um órgão sexual igual ao do menino. Esta descoberta causa-lhe um trauma, um choque, e ela passa a invejar o menino. É essa inveja que, segundo Freud, fará a mulher adulta ciumenta e vaidosa (inconscientemente procura compensar a suposta inferioridade com a beleza). Freud afirma que este é o motivo que leva a menina a agarrar-se ao pai na 2{ infância, a desejar criança em casa e, quando adulta, a ansiar por um filho. É nesse particular que a mulher pode chegar à plena realização de sua feminilidade, superando o complexo de castração. Caso contrário, neurose. E com a neurose, um complexo oposto, um complexo viril, que pode levá-la ao lesbianismo ou ter desenvolvidos interesses e traços de personalidade masculina. Mas hoje, com vários estudos à esse respeito, muitos especialistas contestam esta afirmação de Freud. 
            O outro complexo, o de Édipo, também está relacionado à inveja do órgão sexual masculino. Ao sentir-se "castrada", a menina espera uma igualdade masculina pelo amor paterno. A rivalidade com a mãe se desenvolve no plano inconsciente até o estágio da identificação, embora jamais a mulher deixe de estar ligada afetivamente  ao pai, e muitas mulheres chegam até a escolher um marido parecido com o pai que "habita" em seu inconsciente. 
         Já o menino, sabendo existirem pessoas sem órgãos sexuais como os seus, tem medo que o pai o castre. Por isso recalca o complexo de Édipo. Porém, o desejo de ter a mãe a acariciá-lo continuará no seu inconsciente. Alguns homens não se casam por esse motivo e outros há que elegem uma esposa que é a cópia fiel da mulher protetora que foi sua mãe na infância. 
           Na menina, a excitação do clitóris será um meio  de compensar a ausência de órgão semelhante ao do menino e a masturbação consistirá na estimulação dessa parte do aparelho genital. Mais tarde, o prazer será encontrado nas relações sexuais normais. Se não for possível essa transferência, sintomas neuróticos histéricos aparecerão. As sublimações surgirão com todo seu vigor,e a mulher gastará sua energia sexual sobretudo em atividades sociais e culturais, competindo com o homem. 
            É preciso lembrar que Freud descreveu a mulher de uma classe social de Viena antes da primeira guerra mundial, mulher essa com inúmeros recalques, é útil sua teoria para explicar as diferenças sexuais entre homem e mulher quando as condições sociais formarem mulheres com características semelhantes às da burguesia vienense dos anos próximos a 1900. Com  diz Willy em Sexo e Vida, Freud valeu-se de uma amostragem muito diferente da que teria se tivesse em seu consultório operárias de Chicago ou Estocolmo. Isto deixa patente que a posição de Freud em boa parte decorria da infância que o naturalismo naquela época exercia em todos os pensadores. Outra questão é relativa à criação da "Pílula anticoncepcional" nos anos 60 que mexeram profundamente com os hormônios femininos e resultaram em profundas mudanças nos filhos nascidos posteriormente. Essa é uma questão que deverá ser estudada por especialistas de hoje, 60 anos depois do surgimento da pílula; estamos observando as gerações que nasceram pós pílula e qual foi o resultado desse medicamento na sua sexualidade e também de seus descendentes. É uma pesquisa que, por razões óbvias, não interessa à indústria farmacêutica. 
           Estudos de Malinovski, de Margaret Mead e outros antropólogos mostram que diferenças de sexo são mais devidas aos hábitos sociais que à natureza. A mulher e o homem, quanto ao sexo, são aquilo que deles se exigiu socialmente. Virilidade e feminilidade são traços teoricamente impostos pela cultura. De forma que, também no relativo ao comportamento sexual, as reações humanas emergem de uma interação entre impulsos hereditários e hábitos estabelecidos pela sociedade. Mas é importante considerar a química dos sexos. 
            Não se pode dizer que haja impulsos sexuais naturais no recém-nascido. A criança tem conduta sexual  aprendida com influência da própria genética. O prazer encontrado na sucção do seio materno  difere do que chamamos de prazer sexual. A atração  de filho por mãe e de filha por pai é melhor explicada  como produto de reforços positivos da mãe ao filho e do pai à filha. O pai reforça mais negativamente o menino que a mãe. Temos que amar quem nos presenteia na infância com afeto e a odiar quem nos pune frequentemente durante as aprendizagem. São essas experiências que em boa parte respondem pelo amor dos filhos aos pais. 
            O desenvolvimento sexual na infância é bem diferenciado em cada cultura.
            Na cultura ocidental, aos 18 meses, crianças de ambos os sexos são afetuosas com a mãe.                Aos 2 anos de idades se distinguem homem de mulher pela roupa e cabelo, e órgãos genitais são nominados como "pipi".
             Aos 3 anos de idade, tanto o menino quanto a menina não querem ser confundidos quanto ao sexo; ambos tem interesse por bebês, querem um em casa e indaga de onde vem.  
           Aos 4 anos, quando sob tensão emocional, levam as mãos aos órgãos genitais e talvez deseje urinar, indaga de onde vem os bebês e aceita a simples explicação de que vem da barriga da mãe.
            Aos 5 anos diminui a manipulação dos órgãos sexuais. Deseja a presença de um novo bebê, e ainda não relaciona o tamanho da barriga da gestante com a vinda de um bebê. 
     Aos 6 anos acontece uma certa exibição. Alguns são submetidos a jogos sexuais por companheiros maiores. Podem surgir algumas confusões na distinção de machos e fêmeas. O menino passa a ter interesse por menina menor que ele. 
         Aos 7 anos diminui o interesse por sexo. Surgem os primeiros sinais de interesse pelo papel sexual do homem e da mulher. Nessa idade geralmente surge as primeiras relações amoroso entre menino e menina. Compreende que a mulher que engordou "espera um bebê". Nos mais inteligentes surge o interesse por livros sobre o desenvolvimento fetal. 
          Aos 8 anos as meninas são mais sensíveis que os meninos. Indagam sobre o papel do homem na procriação. O menino conclui que um dia casará com uma mulher apenas. Meninas perguntam sobre a menstruação. Nessa fase surge a separação dos sexos nos jogos: homens para cá, mulheres para lá. A criança quer informação  sobre o lugar exato que o feto ocupa no ventre materno. 
           Aos 9 anos surgem os primeiros interesses pormenorizados sobre os órgãos sexuais e suas funções. O menino não deseja ser visto  pela mãe, quando estiver nu, o mesmo ocorrendo com a menina em relação ao pai. Nessa faze costuma acontecer brincadeiras entre crianças  envolvendo noivado e casamento. Alguns pensam  que poderão ter uma semente de bebê dentro de si. Alguns acham que os bebês saem da barriga por uma operação para retirá-lo (cesariana).
           Por tudo isso é importante que os pais estejam sempre preparados para dar respostas às crianças nessa primeira faze da vida. Ela está descobrindo o mundo e tem interesse por tudo, mas ainda está na faze de pura inocência. Por essa razão é importante muito cuidado; nosso mundo está cada dia mais perigoso.  
Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A OBRA LITERÁRIA DO ROMEO
Clique no link > LIVROS DO ROMEO




sexta-feira, 11 de julho de 2014

A LIBERDADE SEXUAL E SEU LIMITE - Por Nicéas R. Zanchett

.
                    Na medida em que o ser humano foi atravessando as fronteiras do tempo em busca da sua própria evolução, foi alterando as funções de cada sexo na vida pessoal e na sociedade. 
                    O homem, pela sua própria natureza, sempre sentiu fascínio pelo combate como forma de demonstrar sua bravura. Enquanto ele estava fora, seja na caça ou na guerra, a mulher estava se tornando independente dele. 
                    Durante a primeira Guerra Mundial, as mulheres foram convocadas a assumirem muitos papeis que até então cabiam aos homens. Foi nesse período e talvez por sua causa que, nos Estados Unidos, as mulheres ganharam o direito de voto. Já na Segunda Guerra Mundial, milhares de mulheres ocuparam cargos que tradicionalmente só homens ocupavam. 
                   Os transtornos das guerras também tiveram como efeito o movimento da população, separando ente-queridos e criando um ambiente para expressão mais livre da intimidade sexual. Essas forças colaboraram para provocar a anarquia sexual que acabou se espalhando pelo mundo todo que até então era puritanista. 
                   As relações entre os dois sexos nunca foram muito fáceis. Homens e mulheres, em muitas sociedades, foram educados para encarar o sexo oposto não como um complemento, mas como literalmente oposto. 
                    Estamos atravessando uma nova Revolução Sexual, mas tudo está ficando confuso e caótico. A verdadeira revolução implica em um movimento claro em uma direção que é compreendida e aceita pela maioria. No entanto, o que estamos vivendo é uma anarquia sexual onde homens e mulheres, em vez de se compreenderem,  se confrontam.
                   No passado, quase sempre existiam regras, padrões e papeis bem definidos para cada sexo, dentro dos quais cada um efetuava sua parte. Não vai longe o tempo em que a mulher, dona de casa e mãe de vários filhos, ia ao galinheiro recolher ovos e escolher uma galinha gorda para o jantar. Depenava, limpava e cozia ao gosto dos filhos e do marido. Usava o caldo para preparar bolinhos de massa com farinha que retirava de um grande saco com uma concha. Ia até a horta e colhia temperos e verduras. Descascava batatas e escolhia o feijão com as próprias mãos. Naquele tempo, que muitos de nós vivemos, não havia massas pré-fabricadas. O bolo e a cobertura tinham que ser feitos com ingredientes básicos. 
                   Nossa atual sociedade de consumo tem interferido de forma muito intensa nas relações entre os sexos. A dona de casa de nossos dias tem tudo pronto à sua disposição, mas parece mais ocupada que antigamente. Seu carro é instrumento indispensável. É com ele que dá muitas voltas fazendo compras, levando e trazendo filhos da escola ou de alguma atividade esportiva. Com a crescente influência do dinheiro e da publicidade, adquiriu um incalculável número de equipamentos e eletrodomésticos com os quais tem que se preocupar. Na verdade, talvez para preencher o vazio de sua vida, grande parte das suas atividades são por ela inventadas. 
                  O impulso na direção de maior liberdade na conduta sexual teve sua origem no profundo abalo, após as duas grandes guerras, com os processos de urbanização, maior mobilidade, proliferação de bares e ambientes apropriados para encontros e, principalmente, com o controle de natalidade ao alcance de todos. Em meio a toda essa mudança podemos observar não apenas alguma transferência de poder, mas um indício impressionante de que cada sexo está adotando alguma característica do outro. Muitas mulheres já não sabem agir como mulher e muitos homens estão igualmente confusos sobre como ser homem.  Ao mesmo tempo, muitos jovens rebeldes demonstram desdém pelas características sexuais tradicionais. Essa conclusão  a respeito dos papéis de cada um gera conflitos e preconceitos. Os novos esposos e esposas têm mais tensões e conflitos em torno dos papeis que cada um deverá exercer, principalmente sobre os filhos. 
                                 
                 A maior contribuição dos jovens hippies dos anos 60 ao pensamento moderno foi o rompimento com o convencional. Sua maneira de ver a vida ainda hoje nos faz sacudir, juntamente com as convicções que costumamos aceitar sem questionar. Eles tornaram desacreditada, pelo menos no meio da juventude, as velhas associações mentais como "o amor leva ao casamento e o casamento leva à prole". 
                 Apesar de suas formas sofisticadas, ainda reina bastante confusão entre a maioria dos jovens sobre as regras que regulam a intimidade entre os dois sexos. Se no passado s considerava a violação às regras, hoje já não existem regras. Não são as violações, mas a ausência de normas que torna o problema contemporâneo historicamente relevante. O problema de hoje é menos de revolta contra um código conhecido e implantado do que o de se estar debatendo em uma conjuntura cujos limites são praticamente ignorados. Cada indivíduo decide o que é melhor para si, sem se preocupar com o resto da sociedade. Na verdade, estamos num estágio em que os velhos padrões estão ultrapassados, mas não temos novos padrões que possam nortear os jovens. Os padrões que existem são o resultado de uma evasão padronizada. Os que desejam viver segundo princípios morais pelo seu consciente ficam perdidos; não sabem como proceder de forma que não se sintam como se estivessem marcando passo errado. Cada um tem que improvisar, perguntando a si mesmo quais serão os próximos passos. 
                   A confusão em que se encontra a geração mais jovem deriva, na maior parte, da incerteza da geração mais velha e da mistura de sinais com que as  duas gerações se comunicam. 
                   A educação sexual já deixou para trás a ênfase inicial dos detalhes da reprodução passando para a dinâmica dos papeis e relações entre os sexos. A meta geral da preparação para a sexualidade deveria ser a exploração de todo o campo de perguntas que surgem e permanecem sem respostas sobre a natureza do comportamento sexual dos seres humanos e sobre os papeis e relações entre os dois sexos. O sexo em si é apenas um ato, mas a sexualidade é um estado.
                  As opiniões sobre o que é próprio e o que não é no comportamento entre os dois sexos, foram profundamente influenciados, entre a maioria dos jovens, fora do lar. A velocidade de comunicação, as viagens internacionais e especialmente a internet mudaram os comportamentos de forma irreversível. 
                   No campo religioso, que sempre exerceu enorme influência sobre a sexualidade, também está havendo profundas mudanças. Com o avanço educacional, que conscientiza os jovens com novos conceitos, a população formalmente filiada a alguma igreja, vem sofrendo enorme baixa. Podemos notar que muitos membros do clero tem se esforçado para permanecerem modernos a fim de manter o interesse dos fiéis, especialmente os jovens. Os cultos foram invadidos por músicas de rock-and-roll e os templos construídos em formas arquitetonicamente modernas.
                   O cristianismo enfatizou fortemente tanto a fidelidade conjugal como a castidade pré-conjugal. Para o cristão a vida moral era uma reserva em todas as formas de intimidade física, mas principalmente as que não fossem acobertadas pelo casamento. A castidade da noiva era a garantia de que depois de casada se manteria fiel. Assim, a essência da moralidade era mantida pela repressão sexual. Os primeiros cristãos viam na mulher a causa primordial do "pecado sexual". São Paulo, em especial, glorificou a austeridade em assuntos de natureza sexual. Ele declarou textualmente: "É bom que o homem não toque na mulher..., mas se não tiverem autocontrole, que se casem, pois é melhor casar do que arder de desejo."
                  Nos últimos anos tem havido um movimento no sentido de uma aceitação real do ideal igualitário. Essa herança da Revolução Francesa gerou tendências constantes no sentido do liberalismo político, principalmente no Ocidente. Não é mais concebível que uma pessoa possa aceitar a lógica de glorificar o ideal igualitário e ao mesmo tempo manter a mulher no plano subordinado. 
                  O declínio dos casamentos combinado com o desenvolvimento do conceito de amor romântico também foram fatores que fortaleceram a posição da mulher em relação ao homem. O homem apaixonado por uma mulher, sem dúvida, lhe concederá mais poder. 
                  O igualitarismo sempre glorificou os direitos do indivíduo. Quando levado ao extremo da lógica, essa entronização do indivíduo tende a prejudicar as normas coletivas e mesmo a implicar em um tipo de anarquia como ideal. Nesse caso, o indivíduo passa a ser a norma. 
                  A violação dos direitos do indivíduo pela sociedade moderna leva a indagações mais desconcertantes na área das relações entre os dois sexos do que em qualquer outra área explorada. É preciso tomar cuidado para que o individualismo nas relações entre os dois sexos não acabe se convertendo em um primitivismo irresponsável e pernicioso à sociedade e ao próprio indivíduo. 
Nicéas Romeo Zanchett 
.
SE VOCÊ GOSTA DE CULTURA LEIA > AS CARTAS DE BALZAC
Trata-se de um estudo profundo que estou fazendo sobre a vida desse gênio da literatura mundial, em todos os seus detalhes, e parte da sua grande obra "A COMÉDIA HUMANA". É um trabalho realmente longo, mas, aos poucos, estou disponibilizando na internet. O objetivo é viabilizar, em parte, o profundo conhecimento que Balzac tinha da alma humana. 
Nicéas Romeo Zanchett,